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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Aquicultura é tema de Audiência Pública em SP



No próximo dia 23 de maio de 2012, quarta-feira, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) acontece Audiência Pública para discutir os procedimentos visando a simplificação do licenciamento ambiental para aquicultura de baixo impacto ambiental no Estado de São Paulo.

Segundo os organizadores, o objetivo é reunir todas as lideranças do setor e o representantes da cadeia produtiva da aquicultura para debater os gargalos que impedem o desenvolvimento sustentado da atividade no interior do Estado, principalmente, a produção de peixes em tanques-redes em águas da União. 

A meta é encontrar um ponto de equilíbrio e formas legais de produção em consonância com as exigências da legislação ambiental em vigor. Para tanto, recentemente o Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) e Secretaria de Meio Ambiente (SMA), editou Resolução Conjunta criando Grupo de Trabalho Intersecretarial para fazer a revisão da legislação estadual referente à pesca e aquicultura e Licenciamento Ambiental. A meta do GT é propor procedimento simplificado para o licenciamento ambiental de empreendimentos e ou projetos de piscicultura em tanques-redes com volume total inferior a 1.000m3. O prazo para finalização dos estudos e apresentação dos resultados é de 120 dias.

Texto: Fernando Franco/CATI Regional Avaré

sexta-feira, 28 de maio de 2010

PARQUE AQUÍCOLA DE JURUMIRIM



O Ministério da Pesca e Aquicultura - MPA, através do Grupo Integrado de Aquicultura e Estudos Ambientais - GIA, de Aracaju/SE, deu início aos estudos para a implantação dos Parques nos reservatórios do rio Paranapanema.

O trabalho começa pela represa da UHE Jurumirim e vai abranger os reservatórios das UHEs Piraju, Chavantes, Salto Grande, Canoas I e II, Capivara, Taquaruçu e Rosana, totalizando aproximadamente 1.790 Km2.

Na quinta-feira, 27, na sede da Associação Defensores da Represa de Jurumirim - ADERJ, em Avaré, o biólogo Dennis Saridakis e o formando em zootecnia Ayrton Pacheco, ambos técnicos do GIA e ligados à Universidade Federal do Paraná - UFPR, fizeram uma explanação do projeto de demarcação dos parques aquícolas e a metodologia a ser usada pela equipe no levantamento dos dados.

Participaram da reunião membros da ADERJ, representantes da CATI Regional Avaré e da COOMAPEIXE e da MAPFlora. Recentemente, na Câmara de Vereadores de Taquarituba, durante assembléia do CONSAD Sudoeste Paulista, os técnicos do GIA e do MPA apresentaram o projeto para piscicultores artesanais, aquicultores, cooperativas, técnicos da CATI e representantes de prefeituras e órgãos públicos.

Segundo o biólogo Dennis Saridakis, nesta etapa a intenção é realizar um amplo e completo levantamento preliminar como aspectos da localização, Unidades de Conservação -UCs, bacias hidrográficas, legislação, fomentos à aquicultura,tráfego aquaviário, uso e ocupação do solo, infra-estrutura regional, qualidade da água, influência antrópicas, vegetação, hidrologia, usos dos recursos hídricos, etc. "Por isso é importante a participação dos diversos atores sociais, com sua base de dados. Só assim poderemos apresentar um estudo que beneficie a todos", explica Saridakis.

Ayrton Pacheco ressaltou que todas informações coletadas serão trabalhadas e estruturadas em um sistema de informações geográficas que vai gerar mapas, gráficos, estatísticas e dados que vão permitir ao MPA a identificação, delimitação e o zoneamento de áreas aquicolas propicias para o cultivo de espécies aquática ao longo da bacia do rio Paranapanema nos Estados de São Paulo e Paraná. "Além disso, estes estudos vão permitir um ordenamento e subsidios ao MPA para a gestão ideal dos projetos de aquicultura na região", aponta Ayrton.

Para o biólogo Fernando Franco, presidente da COOMAPEIXE - Cooperativa dos Piscicultores do Médio e Alto Paranapanema, a demarcação dos parques aquícolas na bacia do Paranapanema está sendo possível graças ao empenho do ministro Altemir Gregolin, do MPA e da luta dos aquicultores, pescadores artesanais e pequenos piscicultores. "Entendo que após a demarcação dos parques aquícolas o MPA deveria fazer uma grande parceria com a Secretaria da Agricultura e Abastecimenteo de São Paulo, através do Instituto de Pesca e da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - APTA, para capacitação e treinamento dos técnicos da CATI e, posteriormente, dos pequenos produtores rurais e agricultores familiares interessados em investir neste importante agronegócio", sugere Franco.

O veterinário Paulo Tamassia, assistente agropecuário da CATI Regional Avaré, aponta o grande potencial da represa de Jurumirim para a produção de peixes em tanque-rede e destaca que a capacitação dos técnicos das Casas da Agricultura dos municípios banhados pela represa é fundamental para que os produtores tenham suporte de qualidade na assistência técnica e extensão rural.

O engenheiro agrônomo Roberto Leitão, da Casa da Agricultura de Arandu, destacou o potencial do município no setor e informou que a associação de agricultores familiares AgroFaria, do bairro Ribeirão Preto, deve implantar aproximadamente 200 tanques-rede para a produção de tilápias, gerando renda e trabalho naquela região.


Mais informações:
www.forumtanquerede.com.br

Fonte: CATI Regional Avaré

Legendas:

Dennis Saridakis durante apresentação do projeto na ADERJ
Participantes da reunião em Avaré/SP

quarta-feira, 7 de abril de 2010

TILÁPIA É SUCESSO NA REPRESA DE CAPIVARA









Produtora cria tilápias orientada por pesquisador da APTA Médio Paranapanema

Cerca de 10 anos atrás, os produtores rurais Edson Favato e Cláudia Di Raimo Favato resolveram investir na produção de peixes pelo sistema intensivo de cultivo utilizando tanques-rede. A propriedade São Geraldo, em Pedrinhas Paulista/SP, tradicional na produção de grãos e pecuária passou, então, a aproveitar suas excepcionais condições para produção de peixes através do espelho d'água proporcionado pela represa de Capivara, na bacia do rio Paranapanema.

Ao todo, a bacia do Paranapanema dispõe de 150 mil hectares para produção de peixes através do sistema de cultivo em tanques-rede. Cláudia e Edson contaram com o suporte técnico do pesquisador científico Luiz Ayroza, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - APTA Médio Paranapanema, da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo - SAA, com sede em Assis/SP. Ayroza orienta Cláudia Favato e Edson em todas as fases do projeto.

PEIXE NA TV – Recentemente a produção do Programa Rural passou uma tarde na propriedade e a matéria vai ser exibida pela TV Cabo Assis (Canal 10) neste domingo (11/04/2010) às 12h e às 22h e na segunda-feira (12/04/2010) às 21h10.

A matéria completa também já está disponível no site do programa na internet.
Acesse www.tvnetassis.com.br/programarural.html

Leia na íntegra a entrevista com os aquicultores Edson e Cláudia Favato, de Pedrinhas Paulista/SP.

Senhor F & Associados - Quantos tanques-rede existem na propriedade? Qual a medida?

ECF - Atualmente temos 170 tanques de 2 x 2m

SF&A - Qual a produtividade média por tanque?

ECF - Estamos produzindo aproximadamente 600Kg/tanque em cada despesca, e estamos produzindo 1,8 despesca/ano/tanque

SF&A - Qual a espécie ou linhagem de peixe cultivada?

ECF - Tilápia Supreme na maioria, e agora estamos testando a linhagem Gift

SF&A - Qual sua opinião sobre o mercado atual de pescado no Estado de São Paulo?

ECF - Temos um mercado com grande potencial de crescimento, uma vez que o consumo "per capta"/ano ainda é muito baixo no Brasil

SF&A - Sua produção é voltada para que tipo de mercado?

ECF - Estamos tentando todas as frentes e acho que não podemos nos concentrar em um só mercado, porém hoje, vendemos aproximadamente 60% para pesques-pagues

SF&A - Sobre o agronegócio peixe, qual sua opinião sobre o momento que a aquicultura vive no Brasil ?

ECF - É um negócio "novo" que está se ajustando, mais que tem um futuro promissor

SF&A - Qual sua opinião sobre as ações recentes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para impulsionar o setor?

ECF - Muito barulho e pouco resultado final

SF&A - Deixe uma mensagem para os aquicultores ou produtores rurais que pretendem ingressar na atividade?

ECF - É um negocio rentavél, mais é uma atividade que requer dedicação


Fonte: Senhor F & Associados

terça-feira, 30 de março de 2010

Ministro da Pesca participa de seminário em Londrina



Ministro da Pesca, Altemir Gregolin, participa do evento em Londrina e vai abordar as políticas do Governo Federal para alavancar o setor

A Associação Norte Paranaense de Aquicultures - ANPAQUI, realiza o 9º Seminário Estadual de Aquicultura, no dia 05 de abril de 2010 (segunda-feira). O evento acontece no Recinto Horácio Sabino Coimbra, localizado no interior do Parque Gov. NeyBraga, em Londrina/PR, durante a 50ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, vai participar do evento e falar sobre as políticas públicas do Governo Federal para o setor. Para Fernando Franco, gestor de agronegócio da Casa da Agricultura de Avaré e presidente da COOMAPEIXE, outro assunto de grande importância que será debatido no evento é a demarcação dos Parques Aquícolas na bacia do rio Paranapanema, que será abordado por José Wigineski - Superintendência Federal do Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA/Curitiba/Paraná. “Este tema é fundamental para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do pescado nos quase mil quilômetros ao longo da bacia do Paranapanema”, diz Franco.

Fernando Franco ressalta que, segundo a Carta de Avaré, documento gerado e encaminhado às autoridades durante o I Fórum de Piscicultura em Tanque Rede do Sudoeste Paulista (www.forumtanquerede.com.br), realizado em 2009, com apoio da SAA/CATI, existem nos reservatórios do Rio Paranapanema, 162 solicitações de autorização de uso de espaços em águas da União, as chamadas áreas aquícolas, que somadas, ocupam uma área de perto de 235 hectares, com uma estimativa de produção de 274 mil toneladas/ano.
Ainda de acordo com o documento, “para a manutenção desta produção será necessário a criação de políticas públicas que beneficiem pontos como a sanidade, o escoamento da produção, incentivo para formação de associações e cooperativas de produtores, além da disponibilização de assistência técnica e tecnologia de ponta que, possam promover a atividade com sustentabilidade”.

Segundo Petra Maria Wagner, presidente da ANPAQUI, a entrada no seminário é gratuita e o evento é voltado para piscicultores, aquicultores, técnicos, estudantes e produtores rurais interessados no desenvolvimento do setor pesqueiro e aquícola.

Mais informações e inscrições:
E-mail: associacaoanpaqui@hotmail.com
Telefone: (43) 3338-8600, de segunda à sexta-feira das 13h00 às 18h00

PROGRAMAÇÃO

08h 30 min. - Recepção dos participantes.

09h 00 min. - Abertura dos trabalhos, com pronunciamento de boas vindas das
entidades promotoras e realizadoras.

09h 30 min. - Palestra: Modelo Emater de Produção de Tilápia. Por Gelson
Hein. MSc Médico Veterinário - Instituto Emater, Toledo-PR.

10h 00 min - Intervalo.

10h 15 min. - Palestra: Aquicultura no Brasil: uma visão geral. Por Fernando
Kubitza, Ph. D. - Acqua & Imagem Serviços Ltda - Jundiaí/SP. Moderador: Luiz
de Souza Viana, Engenheiro de Pesca, MSc - Coordenador do Ministério da
Pesca e Aquicultura, Superintendência Federal do Paraná - Curitiba/PR.

11h 15 min. - Discussão sobre a implantação dos Parques Aquícolas na Bacia
do Paranapanema - José Wigineski - Superintendência Federal do MPA/PR -
Curitiba/PR.

11h 45 min. - Políticas Públicas da Pesca e Aquicultura para o
Desenvolvimento de Setor. Altemir Gregolim, Ministro da Pesca e Aquicultura
- Brasília/DF.

12h 30 min. – Encerramento

Fonte – Senhor F & Associados

Legenda:
Itambaracá 9 – Tanque rede no Paranapanema: potencial de pescado para São Paulo e Paraná